Renda de agricultores familiares no PAA cresce até 30%, mostra estudo do governo federal
Programa criado em 2003 compra alimentos da agricultura familiar e os destina a pessoas em situação de vulnerabilidade

Agricultores familiares participantes do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tiveram aumento de até 30% na renda, segundo estudo divulgado pelo governo federal. O programa, criado em 2003, compra alimentos produzidos pela agricultura familiar e os destina gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade, por meio de organizações socioassistenciais, públicas e filantrópicas.
A experiência de uma agricultora no Piauí
A agricultora familiar Célia Maria da Silva Soares, de 66 anos, mora no Assentamento Santana Nossa Esperança, na zona rural de Teresina, no Piauí. Ela e o marido produzem alimentos para o consumo da própria família e também comercializam parte da produção por meio do PAA.
Segundo Célia, a participação no programa melhorou significativamente a renda e as condições de vida da família.
Entre os alimentos produzidos pelo casal estão feijão verde, farinha de mandioca, cheiro-verde e frutas utilizadas no preparo de sucos. A produção abastece tanto a alimentação da própria família quanto os alimentos destinados ao programa, o que ilustra na prática como o PAA conecta a agricultura familiar à geração de renda e à segurança alimentar de comunidades vulneráveis.
Segundo estudo apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a implementação do PAA foi capaz de reduzir em até 57% a chance de permanência dos agricultores no Cadastro Único.
Em 2024, o programa esteve presente em 3.334 municípios (60% do total das cidades brasileiras), em todas as regiões do país. O estudo revelou ainda que os beneficiários da modalidade “Compra com Doação Simultânea” tiveram aumento médio de R$ 50 na renda per capita, o equivalente a um crescimento de 30%.
22 Junio 2026